Fragmentos

(lat. fragmentus) sm / 1 - Pequenas frações; pedaços. 2 - Estilhaços

"Quanto mais palavras saem da minha boca
Mais me dou conta de que não sou eu que falo
Pois o que penso não tem nada a ver
E o que faço já é outro papo
E o que pareço já nem sei contar"

Martha Medeiros

O novo clipe do Stereophonics está demais! Vale a pena conferir!

Eu sei, mas não devia

"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acos

tuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. 

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.”

Marina Colasanti (1972)
Baddest Blues
Beth Hart
Bang Bang Boom Boom

"Existem momentos na vida da gente em que as palavras perdem sentido ou parecem inúteis, e, por mais que pensemos em uma forma de empregá-las, elas parecem não servir. Então a gente não diz, apenas sente."

Sigmund Freud

Desde o começo do filme “Minha Vida Sem Mim” (2003), você já sabe que a protagonista vai morrer. Quando a hora chegou, tudo aconteceu muito abruptamente. Acho que é justamente como a própria vida é - quando menos se espera, ela nos é tirada. Sem despedidas.Acredite, mesmo você já sabendo qual é o final, vale muito a pena ver. A essência e a parte tocante do filme ocorrem durante o seu progresso, que nem tem como ser descrito em palavras. Assista. Belíssima obra

Desde o começo do filme “Minha Vida Sem Mim” (2003), você já sabe que a protagonista vai morrer. Quando a hora chegou, tudo aconteceu muito abruptamente. Acho que é justamente como a própria vida é - quando menos se espera, ela nos é tirada. Sem despedidas.

Acredite, mesmo você já sabendo qual é o final, vale muito a pena ver. A essência e a parte tocante do filme ocorrem durante o seu progresso, que nem tem como ser descrito em palavras. Assista. Belíssima obra

Dia 26 de junho será especial para os fãs de Pink Floyd, com o lançamento do documentário “The Story of Wish You Were Here”, em formato DVD e Blu-ray. O filme conta como foi o processo de criação e gravação do álbum feito em homenagem a Syd-Barret, co-fundador da banda - “Wish You Were Here”, de 1975.

Born and Raised
John Mayer
Born and Raised
Siboney
João Bosco
Na Esquina

"A esperança é a última que morre porque não paramos de alimentar."

@arturdotcom

O próximo lançamento no qual eu estou de olho: “Idílio”, de Marina de La Riva. A cantora estava sumida, só tinha um álbum de estúdio e um ao vivo, mas agora volta com um trabalho novo - e super elogiado. Seguindo seu estilo marcado por influências de ritmos cubanos, o novo disco tem tudo para ser memorável! http://bit.ly/GHG4ts

Quinhão
Gisele de Santi
Gisele de Santi

É possível encontrar a felicidade possuindo somente a metade?

As almas inquietas

       

Ah, as almas inquietas!

Pinterest: a rede social do momento

               

Se você usa a Internet para se informar, já deve ter ouvido falar no Pinterest, a rede social que pode ser o novo foco do comércio. Trata-se de um serviço de compartilhar imagens em murais. A ideia é simples, mas muito eficiente, uma espécie de bagunça organizada - e muito lucrativa! Dados indicam que o tráfego do site já ultrapassou até o Twitter.

Você deve estar se perguntando: “Por que eu preciso de mais uma rede social?”. No caso do Pinterest, vale a pena se você gosta de imagens da web e quer guardá-las de forma criativa, sem sobrecarregar o seu computador. Eu mesmo uso para organizar fotografias que gosto, capas de álbuns, obras de artistas que admiro, cartazes de filmes, entre outros. Também é possível postar vídeos.

Entre tantas novidades, é preciso saber usar a rede social de maneira eficiente. Alguns sites especializados já publicaram guias (confira um aqui). Por enquanto, só é possível entrar pedindo um convite - para o próprio site ou para alguém que já seja um usuário ativo.

Para quem quiser, segue meu perfil no Pinterest:

http://pinterest.com/rafaelmorais

Happy Pinning!

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Nação Zumbi
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